Amores (im)Perfeitos…
quinta-feira, 10 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Feriado
terça-feira, 8 de março de 2011
Coisas que precisam de boas energias
O meu Babe que está a ficar com uma gripe daquelas e eu quero muito muito que ele fique bom e também queria muito muito dar-lhe carinho, atenção e cuidadados;
Eu. O meu estado de espírito, a minha consciência, coerência e paciência. Acho que tenho de ponderar...
Também não me posso esquecer de mandar boas energias para a Chefe para que esta nuvem escura desapareça da vida dela, tanto a nível profissional como pessoal;
Para a Girassol muitas figas para que tudo dê certo e entre nos eixos;
Muita sorte para o novo projecto da Kitty.
=) *
Querem ver!?
Quer dizer que agora me dedico a tornar a vida dos outros num inferno? Sou assim tão insuportável com tão pouco? (Eu sei que sou um bocado para o chata e tal… mas também não é preciso fazer um drama.)
Será… será que não tenho absolutamente mais nada que fazer da vida além de azucrinar a dos outros?
Se calhar devo gostar do papel de ser a má da fita. Se calhar devia era estar caladinha e esperar que a pessoa responsável reparasse nessas falhas e lhe fosse chamar à atenção (e até lá andava tudo em pantanas e eu fingia que não via nada e só dizia “não sei quem foi, eu não fui... quem quiser que faça!”). Ou se calhar tinha uma melhor atitude se lhe desse falsas palmadinhas nas costas e dissesse “continua assim!” quando está a fazer mal (tipo numa de… “venha, venha, venha… venha ver a merda que você fez”, mas mais numa de “espera até que te apanhem a fazer isso assim”). Ou então, já sei… que tal se também começar a ir fazer queixinhas ao chefe a dizer tintim por tintim tudo o que fez “e respirou e tossiu e coçou o nariz e paga multa e coisa e tal!”?
Mas eu não sou assim, não é com o mal dos outros que eu posso ser melhor. Em nenhuma situação da minha vida e muito menos no meu trabalho porque (in)felizmente somos uma equipa e dependemos uns dos outros para que o trabalho corra bem. Só é do meu interesse que todos os que trabalham comigo sejam excelentes profissionais para que não saia tarde por ter que andar a corrigir os erros dos outros.
Realmente eu também não gosto de errar, de sentir que falhei e que tenham de me corrigir algum erro (como ainda no outro dia aconteceu), fico frustrada comigo mesma (podre mesmo), mas não com quem me corrigiu, até fico contente pela contribuição, porque um dia eu vou ser infalível e perfeita… um dia! Até lá tenho estes devaneios de perseguidora compulsiva.
Mas pelos visto já não se pode comentar nada, fazer nenhuma observação, explicar nada que já tenho a puta da mania pelos vistos. Repare-se que se for qualquer outra pessoa já pode dar palpites que não leva a mal, mas se for eu é porque sou uma perseguidora implacável que a odeia desde o primeiro momento em que a vi respirar pela primeira vez. Se calhar é melhor chamar o encarregado de educação da menina para vir falar com a directora porque a florzinha se está a sentir perturbada! É pah, poupem-me! Não sei quem é que anda com a mania da perseguição aqui afinal! É que somos todos adultos e isto não é o recreio.
Se tem alguma coisa para dizer que a esteja a perturbar e a deixe incomodada que diga de uma vez por todas e acabamos logo com isto… que deite cá para fora e que deixe de estar amuadinha e sensível para ver se se deixa de frescuras e começa a trabalhar mais rápido que há muito para fazer e não me pagam extra para fazer o trabalho dos outros. Foda-se.
É nestas alturas que eu tenho saudades da Chefe, é que nem havia tempo para queixinhas e merdinhas, era logo curto e grosso e “faz bem, sem esperar elogios que é para isso que te pagam, mas é!” (vou alí a Aveiro e venho já).
(se há coisa que eu odeio são coitadinhos… e também aqueles que em frente ao chefe uiii são tão eficientes e rápidos – mas só em frente ao chefe)
segunda-feira, 7 de março de 2011
Validação
"Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem"
Todo mundo é inseguro, sem excepção. Os super confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reacção do público, é que o actor relaxa e parte tranquilo para o resto do espectáculo.
Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada artigo que escrevo e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam.
Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na desportiva. Mas como reduzir essa insegurança? Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora de nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efémera.
Segurança depende de um processo que chamo de "validação", embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor. Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição. Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém.
Validar o outro significa confirma-lo, como dizer: "Você tem significado para mim". Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Gosto de você pelo que você é". Quem cunhou a frase "Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando esse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.
Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a própria insegurança que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo" que esquecemos de dizer a nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos. Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se ou dominar os outros em busca de poder.
Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos. Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um "valeu, cara, valeu". Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que você esteja.
Stephen Kanitz (administrador)
sexta-feira, 4 de março de 2011
Mais destas assim não!
Ora vamos ver:
· Ontem procura-me, abraça-me, faz-me dar pulinhos de alegria
· Hoje não me responde a uma única mensagem nem dá sinal de vida.
· Ligo. Telemóvel desligado.
· Vou ter com ele ao work. Ligo para o telefone para saber se ainda lá estava, perguntei se estava sem bateria, a que horas saia, etc… E ele diz-me que hoje ia ter que levar umas colegas a casa. Yah tudo bem… fica para amanha.
· Sai com A Outra.
E pronto… Fiquei parva prá minha vida, tal e qual como se tivesse levado com um estaladão na cara prá acordar para a vida. E não acordei… Fiquei ali, feita tona, com ar esbugalhado, sem perceber nada, a comer as minhas batatas fritas e com a minha cabeça a dar voltas, como se fosse um carrossel daqueles muito decadentes.
É que nem fiquei triste nem revoltada, nem chateada, nem nada… Fiquei só mesmo aparvalhada… Fiquei chocada! Não estava a acreditar naquilo que me tinha passado à frente, não caia em mim, só me passava pela cabeça que eu só podia estar burra…
Ainda me sobraram alguns destes momentos em que não reajo, só fico assim, estúpida. Pensei que já tinha ultrapassado esse traço da minha personalidade, mas não. Quando eu pensava que já pouca coisa me poderia surpreender… Espera lá que eu vou ali bater com a cabeça e já venho.
Depois fui lá… Olhar para a janela à espera de ter alguma reacção, de chegar a alguma conclusão. E é então que surge o Babe cá fora para me dizer que não era nada daquilo que eu estava a pensar (mas eu nem estava a pensar ainda). Ainda tentei dizer-lhe que não havia necessidade de ele ter descido para justificar o que quer que fosse porque eu não lhe estava a cobrar nada, mas como ele fez questão, fiquei a saber que o telemóvel dele tinha avariado e não dava para enviar mensagens e que a mulher dele o tinha ido esperar porque precisavam de conversar para resolver as situações pendentes.
Por isso:
“Fala pouco, nunca alto, fala devagar e com cuidado, fala menos do teu coração do que gostarias porque nunca sabes se tu, ou ele, te mentem. Mantém serenas as tuas palavras e nunca murmures o que queres dizer. Mostra o que vales com o que dizes, sem nunca te comprometeres. (…)
Mostra calma e segurança, mas não vás dois passos à frente. Aprende a ficar quieta quando o mundo te pede que te movas. Aprende a calar se queres que se calem. Aprende a ouvir nos gestos quem te quer bem quando te abraça e quem te quer mal quando te beija. (…)” Margarida Rebelo Pinto
quinta-feira, 3 de março de 2011
Do melhor…
É o que mais sinto falta…
O melhor que me poderiam oferecer…
Tudo aquilo que eu poderia querer…
Porque por vezes um abraço é a melhor prenda que nos podem dar, é ter, é ser, é sentir, é dar e receber… E mais nada importa!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Sinto lhe a falta!
Porquê que quando acordo o primeira reflexo que tenho é em lhe mandar uma mensagem de bom dia como se ele continuasse a fazer parte da minha vida? Imediatamente depois caio em mim e ainda ponho a hipótese de ter sonhado... Mas não foi sonho (pesadelo) e já perdi a vontade toda de sair da cama, que já não era muita.
Depois lembro-me que sonhei com ele novamente, ou melhor, que ele entrou no meu sonho a dada altura, por muito que não tenha sido para ter um papel fundamental, ele estava lá, como em todos os dias desde que deixamos de falar. “Outra vez?” Hoje não lhe vi o rosto, não me lembro. Mas lembro-me do que ele estava a dizer, que pedia identificação a todas as pessoas que ficavam com o filho, quer fossem adultos ou crianças (eu sei que é ridículo, eu também achei isso no sonho e acho que foi por isso que acordei).
Todos os dias o telemóvel fica no carro só para eu ter a certeza que não vou cair na tentação de lhe dizer alguma coisa. E quando chego ao carro e pego no telemóvel e tem uma chamada ou uma mensagem? Yah! Por momentos ainda tenho esperança que seja dele… Mas não é. Isto é terrível! Vou dar em maluca.
Na maior parte do tempo estou bem, mas depois começo a pensar e a pensar e pensar e começo a ter um “ataque” muito estranho, que começa com um desconforto crescente que vem do interior até se tornar insuportável e que só apetece espernear, gritar… chorar... Começo a ficar impaciente e super ansiosa e começo a ter devaneios em lhe mandar uma mensagem a dizer o que quer que seja, simplesmente porque me sinto impotente por estar parada. Mas o quê?
Não há nada que lhe possa dizer. Dá para ver a léguas que eu gosto dele, que quero ficar com ele e se ele não está comigo é porque ele não quer e se ele não quer, eu também não o posso obrigar, não é assim que deve ser.
Não, não sou maluca desesperada. Só estou apaixonada por alguém que não está apaixonado por mim, que só gosta de mim e que não tem as coisas resolvidas e organizadas na vida dele de forma a dar espaço para deixar entrar alguém.
Hoje foi o primeiro dia que não chorei uma única lágrima, mesmo quando dediquei os meus minutinhos a pensar nele e naquilo que não realizei com ele. É o que me custa mais! O que não realizei com ele e que muitas vezes dava por mim a imaginar como seria. Mas não vai ser e só tenho de me mentalizar disso… Está quase lá! A cada dia vai sendo mais fácil encarar, por isso ele não tem que ter receio de estacionar o carro no mesmo sítio que estacionava antes, porque eu não lhe vou mandar com nenhum paralelo, até porque é tudo alcatrão.
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