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sexta-feira, 11 de março de 2011

Lamento...


Lamento que tenha sido por minha culpa. Não me perdoo.
Lamento ter falado demais a quem não precisava de saber tanto e toda a situação que causei… Lamento por o ter colocado nessa posição constrangedora e a todos os que lhe dizem respeito. Não foi nada de grave aos olhos dos outros mas mudou tudo aos olhos dele. E mudou toda a minha posição nesta história. Por minha culpa. Sem querer descuidei uma das partes a que ele dá mais valor, intimidade.

Pode até ter sido uma desculpa como diz a Girassol e tudo ter sido planeado na cabeça dele para que fosse mais fácil, mas eu também não podia ter dado motivos para que tal acontecesse e mais a mais nem ele teria necessidade disso. Já tantas vezes o fez que já lhe ganhou a prática, o Babe não precisa de se esconder em desculpas nem de descer tão baixo assim. Simplesmente está no direito dele decidir.

E por muito que existam muitas outras coisas a fazer contrapeso do outro lado e que realmente o que aconteceu tenha sido simplesmente mais uma situação, foi a situação que lhe mudou a perspectiva sobre mim. E ouvi-lo dizer que não estive à altura é no mínimo lamentável e no máximo de me partir o coração. Senti-lo magoado comigo…

Pondo isto só me resta abandonar… com o mínimo de dignidade que me resta. Não há mais nada a proclamar. Já não estou no direito de estar presente.

terça-feira, 8 de março de 2011

Coisas que precisam de boas energias


O meu Babe que está a ficar com uma gripe daquelas e eu quero muito muito que ele fique bom e também queria muito muito dar-lhe carinho, atenção e cuidadados;

Eu. O meu estado de espírito, a minha consciência, coerência e paciência. Acho que tenho de ponderar...

Também não me posso esquecer de mandar boas energias para a Chefe para que esta nuvem escura desapareça da vida dela, tanto a nível profissional como pessoal;

Para a Girassol muitas figas para que tudo dê certo e entre nos eixos;

Muita sorte para o novo projecto da Kitty.

=) *

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Truques de Mulher


A Girassol anda a ler o novo livro da Margarida Rebelo Pinto e hoje, na hora do almoço, disse para eu ler um dos trechos que, para já, ela mais tinha gostado no livro, que é o seguinte:


"TRUQUES DE MULHER

Fala pouco, nunca alto, fala devagar e com cuidado, fala menos do teu coração do que gostarias porque nunca sabes se tu, ou ele, te mentem. Mantém serenas as tuas palavras e nunca murmures o que queres dizer. Mostra o que vales com o que dizes, sem nunca te comprometeres. Sê fria e fugidia como uma gota de chuva, bela e fresca como uma flor de manhã, sê quem sonhas e quem desejas, mas guarda os teus segredos na despensa como um cesto de cerejas.
Fala pouco, nunca de ti, do teu passado e dos teus medos. Fala dos sonhos e dos desejos, mas cala os mais ousados e os mais perfeitos. Não partilhes lágrimas nem tristezas, são coisas só tuas que assustam os homens. Nunca mostres medo de perder o teu amado, nunca lhe digas o quanto lhe queres.
Usa a sensatez como escudo, guarda a tristeza numa caixa. Não abuses da sinceridade nem te escondas na verdade. Segue sempre o teu caminho e não olhes para trás. Quem hesita cansa-se mais e esquece os seus objectivos. Sê dura com os outros na medida em que eles são duros contigo. E se sentires por perto a faca de uma traição, ataca primeiro o outro coração. Nunca tenhas medo dos homens, mas lembra-te que eles podem ter medo de ti. Tenta ouvi-los quando eles não falam, deixa-lhes espaço para respirar. Não queiras tudo de uma vez, não peças o que não te podem dar.
Mostra calma e segurança, mas não vás dois passos à frente. Aprende a ficar quieta quando o mundo te pede que te movas. Aprende a calar se queres que se calem. Aprende a ouvir nos gestos quem te quer bem quando te abraça e quem te quer mal quando te beija.
Ouve a voz do teu coração, mas não deixes mais ninguém ouvir. Lê muita poesia, mas evita os livros de auto-ajuda, só te vão dizer coisas que já sabes. Dorme muito e come bem, trata da tua pele como se fosse uma jóia e da tua alma como se fosse o teu coração. Nunca te esqueças de arrumar as gavetas das tuas memórias, antes de deixar entrar alguém na tua vida.
Fala pouco, devagar, para teres a certeza de que serás ouvida. Fala de tudo e de nada, não te cales se fores interrompida. Fala do mundo e do tempo, pouco dos outros e nada de ti. Elogia quem te faz bem, afasta do teu caminho quem te quis fazer mal. Lembra-te de que o orgulho tem mais força do que lágrimas e suspiros. Guarda as dores dentro do peito, ou transforma-as em risos.
Sê sensata e delicada, tranquila e generosa. Sê discreta e calada, sê bonita e graciosa. Caminha como quem plana, senta-te como uma princesa. Sai antes do tempo, para que nunca se cansem de ti. Volta quando não te esperam, fica apenas quando te pedem. Ri-te das piadas dos outros, mesmo que não tenham graça. Trata bem quem não conheces, desconfia de quem te quer bem de repente. Fica atenta aos sinais, nunca baixes a guarda; pede conselhos aos velhos, mas não faças o que eles dizem.
Fala baixo, mesmo quando é contigo e ninguém te pode ouvir. Fala com o teu coração, mas não esperes que ele te diga sempre o que queres ouvir.
E quando não souberes que caminho deves seguir, descansa por um momento e pede o que queres ver, ouvir e sentir.
Vais ver que consegues, se o mundo te ouvir."

Brutal! A Girassol adorou e eu também.
Para mim, esta é a definição de uma mulher forte, que sabe estar, independente, que sabe o que quer e que sabe ser feliz. É assim que eu quero ser, é assim que eu tento ser a cada dia, fazendo a receita um pouco à minha maneira, de forma mais personalizada e não banal, segundo as minhas regras (um pouco mais disto, menos daquilo, mas o essencial está lá).
Espero nunca me perder do meu caminho, mesmo quando os outros me trocam as voltas… Nunca perder a sensatez de discernir o que está certo ou errado, o que é pouco ou demais para mim… Saber quando é essencial ficar e quando se torna urgente abandonar. Como já dizia William Shakespeare e com muita razão “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.”
Sinto que tempos difíceis de avizinham! Se não forem difíceis, pelo menos serão decisivos, tudo dependerá da sensatez de cada uma das pessoas envolvidas… Da coragem!
Não tenho medo do que possa vir, sei que sou capaz de sobreviver à dose… Agora não sei é se fecho os olhos até lá e me deixo levar, aproveitando o momento de tranquilidade, ou se os abro bem para que nada me escape. Não sei se posso confiar, ou se alimento suspeitas e dúvidas que me atormentam e se arrastam sem serem esclarecidas até hoje.
Claro que o melhor é estar atenta, mas essa ansiedade e esse estado de alerta fazem-me mal, cansam-me a alma e o espírito. Não deixam espaço para desfrutar dos bons sentimentos que eclodem do meu coração, destroem a pureza da paixão genuína… Sinto-me uma “paixonicida”… Estou a poda-la tão rente que tenho medo que murche.

domingo, 28 de novembro de 2010

The real me is back! (happy!)

                Já estou em “forma” again!

                Motivos:

• vi o Babe;
• recebi sms’s bonitas do Babe;
• a Girassol convidou-me para ir às compras;
• já recebi (ordenado);
• comprei prendas de Natal;
• quase caí e ri-me bué à custa disso;
• a Piranha apareceu a rondar e eu ignorei-a totalmente;
• ouvi música alto astral no carro em volume 35 com direito a interpretação e tudo.
• o Sporting empatou (não que eu estivesse interessada em saber, mas já que me disseram fico contente).

Pois é, vi o Babe (só podia :P), cruzamo-nos em modus sociali (acompanhados), cumprimentamo-nos com dois beijinhos (tão lindo! Só m apetecia saltar-lhe para o colo, mas não podia, estava de mini-saia xD) fiquei ali, feita barata tonta com um sorriso idiota, até a Girassol me dizer “vamos?!” e eu acordar para a vida e seguir caminho =D. Também recebi assim uma mensagem dele com coisas bonitas escritas, com interesse em saber do meu quotidiano para o dia seguinte e com informações sobre o dele também (tantooooo! Ora essa, nem era preciso!) só porque lhe mandei uma mensagem antes de entrar a trabalhar a dizer “*” =D… Estou muito feliz! Já nem pedia mais nada, mas quando fiz intervalo fiz a tentativa e ainda trocamos mais umas 3 ou 4 sms’s… Deveras impressionante!
As minhas novas caneleiras cor-de-rosa da H&M

A Girassol convidou-me para ir com ela às compras e eu gosto de receber convites das minhas amigas para estas coisas e como já tinha recebido o ordenado, com direito a subsidio e tudo, senti-me à vontade para gastar mais uns trocos. Como não encontrei nada para mim que gostasse assim muito, (além de umas caneleiras cor-de-rosa da H&M), comprei coisas de homem, para oferecer (adivinhem para quem!). Pois claro que comprei para o Babe um casaco da adidas, daqueles comuns que eles costumam ter, com carapuço e tal. Espero que ele goste, escolhi vermelho com as riscas brancas por ele ser benfiquista (ainda tenho de ponderar se ele merece receber uma prenda de natal, ou não). Comprei também um casaco para o meu irmão da Zara que eu adoro porque é forrado a pelinho. Já lhe mandei a foto para ele ver se gostava, é que só lhe vou poder dar em Janeiro e depois não há trocas.
O casaco que comprei para o Babe
O casaco que comprei para o meu irmão
Ahh! Consegui superar as minhas expectativas e fazer uma figura ridícula numa loja, que até agora ainda não percebi como fui capaz daquilo (de mini-saia), foi mais ou menos tipo isto http://www.youtube.com/watch?v=lBT4-EXqddo&feature=related mas na vertical, para cima e para baixo a andar para trás, mas sem cair, mas também sem me conseguir por direita… olhem, nem sei explicar, perguntem à Girassol, que talvez ela consiga descrever sem se rir (muito). Deumelivre! Um buraco por favor!

A Kitty disse-me hoje “parece que a tua amiga esteve aqui!” e eu “quem? A Piranha”, ela “yahh, qualquer dia vou-me descair e dizer-te quem ela é…” e eu “ nem penses!”. Pois é, parece que a Piranha voltou a aparecer lá no trabalho e voltou a ser ignorada (bem feita). Essa gaja foi uma das que andou com o Babe antes de ele “andar comigo” e também trabalha por lá. Foi ele que me falou dela e sinceramente não sei como é que ele conseguiu andar com alguém tão “triste”. Quando nós começamos a andar, ela ainda insistia em faladrar para ele e sinceramente, é com base nas várias atitudes infelizes que ela foi tendo nessa altura, que eu a passei a considerar desprezível.
Todas as minhas amigas que trabalham comigo sabem quem ela é, menos eu, que sou uma cabeça no ar e nunca reparo em ninguém. E pelo que me consta ela passa a vida a ir ao meu local de trabalho (que é um lugar público) sei lá bem fazer o quê, mas como eu não reconheço, para mim nem diferença faz. Se calhar já olhei para ela milhares de vezes e continuei com o meu ar indiferente. Ela claro que deve achar que eu sei quem ela é por isso vai para lá pavonear-se para ver se me irrita – coisas de gaja (mas não todas). Eu até fico contente por continuar sem a reconhecer e quero manter-me assim, na ignorância, fica mais fácil de lhe ser indiferente de uma forma convincente, já que é a mais pura verdade, ela passa-me completamente ao lado, é apenas mais uma que por ali passa.
A Girassol é que não apoia muito a ideia, diz que qualquer dia ela vai lá aparecer, e eu, na minha inocência, vou tentar ser prestável, e ela vai-se passar a achar que eu tenho uma grande lata, e ainda vou levar uns tabefes lol. Era hilariante, sem dúvida xD. Até nem me importava de apanhar, só para que ela se apercebe-se que tinha andado este tempo todo a fazer figuras ridículas, sem que eu sequer soubesse da sua existência ;).

Estou a pensar amanha de manhã, acordar cedo e ir tomar o pequeno almoço com o Babe antes de ele ir trabalhar J, que acham?

** ** **

terça-feira, 23 de novembro de 2010

I’m back again!

                Meu dito, meu feito! Ok, não meu, mas dele…
                Sexta-feira passada, tinha combinado tomar café com a Girassol antes de irmos trabalhar. Estacionamos no parque e disse-lhe para entrar e ler a carta que tinha feito para o Babe. Entretanto vi o carro dele chegar mas nem quis olhar muito. Quando descemos para o café ele já lá estava. A Girassol fez-me o favor de o cumprimentar com direito a beijinhos e tudo e lá fui eu também por arrastão, já sem saber onde me enfiar, mas pronto, nem vou comentar a favor ou contra.
                Depois lá recebo a tão esperada mensagem a perguntar se podíamos conversar. Claro que sim! Vá, não foi muito mau, não me deixou a morrer na ansiedade. Fiquei contente pela iniciativa.
                O resultado é que não sofreu muito desenvolvimento… Por sugestão dele, fomos jantar, que decorreu como se nada tivesse acontecido, muito à maneira dele resolver os assuntos (claro que me senti bem de provar um pouco dos velhos tempos) e também, falar de assuntos sérios a comer não é o meu forte. A sobremesa é que já foi séria! No meu carro, por sugestão minha e muito à minha maneira de não ter paciência para criar contexto, dei-lhe logo a carta antes de começar a pensar muito e para arrumar de vez com o assunto. Ele só abanava a cabeça, ora para um lado, ora para o outro…
                “Agora deixaste-me confuso! Tens de me dar tempo para pensar.”… Hum…? É só isso que tens para me dizer? Chamas-me aqui para termos uma conversa, a pensar eu que pela tua iniciativa, me terias alguma coisa interessante para dizer, mas afinal… esfumou? Ok, está muito bem!
                Depois fico eu a bater naquela tecla. Mas afinal porquê a confusão depois daquela carta? Será que estava com intenções de me meter os patins (e no entanto, durante o jantar foi super querido e atencioso) e com a carta ficou reticente? Ou efectivamente estava com intenções de se reconciliar e a minha carta deixou-o chocado? Não percebo qual é dúvida… Mas se calhar já sou eu que sou retrógrada e tenho duas palas… Vá-se lá saber!
                Deixou-me com a dica de “Vai, mas volta! Isto quer dizer tudo!”… Quer dizer tudo ou não, naquela cabeça é tudo muito efémero, por isso mais vale ir a contar.

                Quando apanhava uma seca descomunal no aeroporto no Sábado de manhã, reli a mensagem que ele me tinha mandado, aquela que tinha originado toda esta situação e não sei porque carga de água, já não me pareceu um rompimento definitivo, mas mais um pedido de tempo indefinido para pensar… Não sei se era eu que tinha as emoções muito à flor da pele, ou se o facto de ter lido aquilo quando tinha acabado de acordar me distorceu as ideias, se foi realmente a sensação que me deu, ou a atitude que ele teve depois que originou a dramatização, mas de facto não me lembrava daquela sms assim. Estou tão confusa que já nem sei o que pensar.

                Para adicionar à festa, disse-lhe no primeiro dia fora, que tinha chegado bem, trocamos umas mensagens amorosas, ele disse que depois me ligava. Eu esperei, ou melhor, nem pensei sobre o assunto e quando pensei, fartei-me de esperar que ele ligasse. Então enviei-lhe uma mensagem a falar da tal situação de ter relido as mensagens e das conclusões que tirei, ou melhor, das que não tirei; disse-lhe que se ele queria tempo para pensar que eu lho ia conceder; que ia esperar e disse-lhe também que ele nem precisava de responder! E não respondeu…

                Cheguei e enviei-lhe uma mensagem a avisar e a perguntar se ele estava bem!
                Respondeu-me exactamente neste preciso momento para me dizer que sim e que tinha chegado agora de Braga. Liguei-lhe e tentei puxar assunto, mas ele avisou logo que ainda estava confuso (!”#$%*&/?)… “Ainda? Há assim tanta coisa em que pensar? As variantes são sempre as mesmas, o que falta é tomar decisões!”. Não sei se devia ter dito isto ou não, mas tenho o coração perto da boca e não consigo compreender como se pode cismar tanto num assunto.
                A liberdade pela qual nós tanto lutamos e que tanto ambicionamos, é ter oportunidade de escolher, de tomar decisões… O nosso destino é traçado segundo as nossas escolhas… enquanto as pessoas não se decidem e não fazem opções, nada muda, nada anda para a frente! Que interesse tem ficar parado no tempo quando o tempo não pára e se esgota? Não torna a decisão mais fácil, não muda as consequências, então para quê perder tempo? (Inspira, expira…)

                A ideia da mensagem seguinte é, que o adoro mesmo quando o odeio, que tenho saudades e que queria que ele falasse comigo mesmo que fosse para não falar de nada… Espero que ele tenha entendido!

                Tenho de pesquisar sobre mitologia! É supermassiva (seja lá o que isto quer dizer)!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Constatação de factos – a calmaria

Hoje falei com a Girassol por telefone e fiquei mais tranquila e confiante. Isto de ter uma psicóloga privada dá resultado!

Ela diz que mais cedo ou mais tarde o Babe virá falar comigo e pela lógica isso é realmente o mais óbvio que possa acontecer. Mas também, se o óbvio não se aplicar ao caso dele, eu também posso sempre sugerir, de forma cordial e pessoalmente (já se viu que pelo telemóvel nem vale a pena), que possamos ter uma conversa, no caso de eu achar que continuo a precisar de lhe dizer a minha opinião. A Girassol considera importante que eu lhe diga aquilo que penso, eu também considero sempre isso importante, mas no caso dele, esta conversa vai mexer bastante com o meu lado emocional e daí pode acontecer que não corra bem e eu fique ainda mais frustrada (como já é costume acontecer, quando quero falar com ele e acabo por não conseguir dizer nada daquilo que queria). Ela diz que então, quando essa conversa for acontecer, me dá um relaxante muscular para eu não me sensibilizar demais e me libertar da ansiedade para conseguir organizar as ideias na minha cabeça, de forma a conseguir expressa-las (lol, nunca precisei disso para ter uma conversa coerente e fundamentada, mas como o caso dele consegue fugir a todas as minhas “regras”normais…).

Claro que existe sempre a hipótese de ele se recusar a falar comigo e aí também me vai subir o orgulho à cartola! Mantenho a minha postura, mas também passa a ter o meu desprezo! Uma coisa é ter ideias fixas, outra bem diferente é ser inflexível e usar duas palas! Se se armar em trinca espinhas então também vai deixar de merecer o esforço. Se é insensível passa a ter a minha insensibilidade também.

Ou entretanto, até ele se decidir ou não a vir falar comigo, pode ser que eu perca a vontade de gastar palavras e então as coisas fiquem por ali (espero que não, não quero que a desilusão de abata sobre mim)… Se após isso ele ganhar vontade e a mim continuar a não me apetecer (não, não vou ignorá-lo como ele me fez), pelo menos entrego-lhe a carta para ele ler, já que na altura os meus pensamentos eram para uma despedida definitiva… ate se enquadra no contexto.

Até lá mantenho-me na minha. Amanha vai ser o último dia antes de ir à Suíça para visitar o meu irmão e a minha primeira sobrinha e futura afilhada (lindah!) e quando voltar já será a próxima terça-feira, já se terá passado uma semana e até lá muitos pensamentos me terão passado pela cabeça no meu “pseudó”retiro espiritual. Uma semana é o tempo que a Girassol acha que poderá ser necessário para ele colocar as ideias no lugar e que eu também lhe devo ceder esse espaço. Eu também estou de acordo que tenho de respeitar a decisão dele, apesar de não ser o que me dá mais vontade (o que eu queria mesmo é que ele me ligasse logo amanha de manhã – alias, agora demanha -.-‘ – e me dissesse que estava muito arrependido e cheio de saudades minhas) e de para mim não ter existido necessidade nenhuma disto tudo, enfim! Mas também o que é que eu vou fazer, andar de pau atrás dele? Cada um sabe de si e eu não sou ninguém para dizer o que cada pessoa deve ou não fazer. Se ele considerou que precisava que fosse assim, então que seja, cá estarei eu para me adaptar à situação com espontaneidade… I hope!

O que eu posso dizer é que depois desta conversa me enchi de esperança de que isto é só uma dificuldade e que logo, logo, terei bons motivos para escrever. Ai… Adoro o meu Babe!

** ** **

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tudo tem um propósito!!

                Quero acreditar que tudo da nossa vida tem um propósito, nada pior de imaginar do que nada na minha vida ter um sentido, que não estou cá para cumprir missão nenhuma e que quer eu esteja, quer não, pouco importa.

                Quero acreditar que existe mesmo uma força maior que nos une e nos orienta a todos no nosso caminho… e que juntos criamos tipo uma onda.

                Quero acreditar que não me cruzei com ele por mero acaso, que estava mesmo previsto que as nossas vidas se aproximassem e que fossemos importantes um para o outro…

                Não que ele não tenha sido importante, mas só isto? (Entenda-se que não me refiro à qualidade, mas sim à quantidade…) É mesmo suposto acabar aqui? Será que ele não me ama mesmo o suficiente para criar algo especial? Ou sou eu que estou a dramatizar e como geralmente acontece à humanidade, são os caprichos impossíveis que nós mais queremos ter e nos recusamos a abdicar? Não costumo ser dessas coisas… Não! Recuso-me piamente a acreditar que um mero capricho me faz sentir assim… Um capricho não se mantém perfeito por tanto tempo e não acontece assim inevitavelmente como um íman.

Será que foi o início diferente que me fascinou? Mas tem sempre que começar por algum lado, por algum pormenor! Um amigo (Golden) disse-me uma vez que quando criamos confusão na cabeça das pessoas, por momentos podemos entrar no inconsciente delas e leva-las a acreditar naquilo que nós queremos… Se calhar ele criou-me confusão e eu rendi-me… Faz sentido! No inicio parecia que eu não me comportava como eu própria, parecia uma miúda com formigueiro na barriga sempre que nos encontrávamos (ahhh! Tão bom!!). Mas para mim a confusão não foi confusão nenhuma… Ainda bem que existiu, mesmo que não propositada.

Tive outro amigo (Kutxi) que além de me dizer que eu penso demasiado sobre as coisas e que sou demasiado precipitada/radical, me disse que eu só me iria render a um amor que me fizesse lutar e ter de esperar e ter de ir com a calma que eu nunca tenho… Ou melhor, nunca uso. Já dizia William Shakespeare que a paciência requer muita prática! Eu simplesmente não gosto muito de a praticar. Neste caso talvez a espera não me incomodasse porque eu estava perto dele, principalmente quando estávamos juntos, eu sentia-o junto de mim. Ok! Não muitas vezes, daquelas vezes que estava distante e não falava, parecia que estava do outro lado do mundo, mas quando ele estava perto, valia a pena ter esperado.

E ainda há o caso daquela senhora que me leu as cartas naquele momento caótico da minha vida e me disse para eu não me preocupar, que a minha intuição me ia guiar no bom caminho e que dificilmente eu me iria enganar com as pessoas… Não me acredito que me tenha enganado logo com ele! Não me costumo iludir assim, não pode ser sido só ilusão minha, eu senti, ia e voltava (havia feed back), foi real, era intenso! A Taróloga também me disse que eu ia encontrar alguém com quem ia viver algo intenso, sincero, preenchedor, sem mentiras, mesmo genuíno… Ela disse que seria em Maio, mas em Maio nada apareceu. Acho que posso ter sido eu que sofri demasiado na expectativa e por isso adiei o processo (não considero nada bom saber o Futuro, fico demasiado impaciente para que aconteça e depois é uma desilusão quando nada surge, mas pronto, valeu a pena naquele momento, pelo menos criei um objectivo no Futuro e libertei-me do Passado… Fui-me libertando!). Mas só podia ser dele que ela falava… Tudo com ele era tão perfeito! É normal que não encontrar nenhum defeito numa pessoa que nos dê motivo para nos afastarmos dela? Com ele era assim, fico fula da vida de não ter tido oportunidade de viver uma linda história de amor… Porquê que é tudo tão complicado? Devia ser simples! Quem quer que seja que nos orienta deveria favorecer mais as coisas boas da vida, dar mais recompensas a quem tem intenção de amor no coração.

Ok, para que vocês entendam, o meu Babe é casado, mas está separado da mulher com quem tem um filho lindo de 4 anos acabadinhos de fazer. A família dele (tradicional) não aceita muito bem que ele esteja em processo de divórcio com a mulher (segundo ele diz) principalmente por se dever a ele ser um desvairado que se perde com um rabo de saia e não ter estado muito presente na vida do filho após o seu nascimento. Daí a pressão sobre ele, demonstrar que é capaz de ser um bom pai; a certeza de uma nova relação comigo não ser aprovada pela família (que o ajudam com o menino e por isso depende deles); o anseio de independência e ao mesmo tempo de aprovação da família para que eles deixem de se meter na vida dele; a mulher que ainda tem esperança de voltar para ele, mesmo após uma tentativa falhada já após a separação; o menino que precisa de atenção; a falta de tempo dele para mim; o trabalho… Enfim! E sei lá mais o quê… Ele não fala muito sobre o assunto pessoal e familiar, por isso eu ando aqui a boiar na maionese, sem saber para onde me virar.

E o propósito desta carta de despedida que escrevi ontem e que ainda não entreguei (a razão deste post): Quero que ele volte para mim, não quero desistir dele, mas não consigo fazer o papel de chata e persistente. Ando no dilema de me aproximar demais, ou de me afastar demais. Mas se ele me diz, com todas as letras, que se quer afastar, apesar de lhe custar e deixa de me responder às mensagens, que posso eu fazer? Peço as forças divinas me ajudem no processo de trazer de volta aquilo que eu quero acreditar que ainda está por realizar. Em troca faço um ritual, para demonstrar dedicação e empenho, todos os dias, depois do trabalho e antes de ir para casa, vou passar em casa dele e também na casa da mãe dele (os dois sítios onde ele possa estar a dormir) e vou rezar para que realmente o propósito seja que eu e ele estejamos juntos e para que tudo se organize nesse sentido. E vou também passar numa igreja (o sítio mais espiritual da realidade da sociedade em que estou inserida) e vou benzer-me. Já fiz isto hoje e vou fazer sempre que tenha oportunidade.

 Só quero a oportunidade de poder lutar e conquistar aquilo que me faz sentir feliz, não é justo que a felicidade passe por mim e eu nem sequer tenha voto na matéria para a merecer ou não. Não quero que a minha felicidade esteja dependente de circunstâncias que eu não controlo nem posso opinar. Quero ter uma oportunidade entre mim e ele, quero fazer parte!

(Quero agradecer à Girassol e ao Pimpolho – as únicas duas pessoas a quem contei que tínhamos terminado a relação – pelas mensagens que me têm mandado a perguntar se está tudo bem, mesmo quando eu não respondo, elas tem valor… muito! Obrigada!)


“If you love something let it go. If it comes back to you, it's yours. If it doesn't, it never was.” Tupac Shakur